segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE NO BRASIL

A história da universidade no Brasil:




Ensino superior na colônia:

É interessante vermos que do Brasil colônia até a republica houve muita resistência sobre a idéia de criar universidades, mais de duas dezenas de propostas foram mostradas e todas elas ficaram a ver navios.

Tudo começa no Brasil colônia, na nossa triste colonização sem planejamento, a coroa portuguesa junto de brasileiros que eram da elite não concordavam nas criações dessas instituições no pais pois achavam que as elites deveriam mesmo era ir estudar em Coimbra e que assim os laços da colonização continuariam fortalecidos.

O contrario acontecia nas colônias espanholas que criou mais de 23 centros universitários dentro de suas colônias, México, Peru,Chile e Argentina.

O ensino superior dentro da colônia para Portugal era indevida pois assim Portugal bloqueava qualquer crescimento cultual que pudesse cultivar o ensino das ciências, das letras e das artes, assim teria todo o controle necessário dentro do Brasil, com isso Portugal cedia bolsas para brasileiros da classe elitista, é fato que as bolsas eram para disciplinas restritas como: matemática, medicina e cirurgia.

Mas o que predominava era o ensino jesuítico,cuja função era: formar padres, quadros para o aparelho repressivo( oficiais de justiça, fazenda e da administração), educar os filhos da elite.

A educação jesuítica era dividida em dois grupos, o estudia inferiore(equivale a educação infantil e fundamental) e o estudia superiore ( equivale ao segundo grau e a educação superior).

A educação superior no período jesuítico ia para duas vertentes, uma era o estudo da teologia para quem seguiria a carreira de jesuíta onde era aplicado o estudo das escrituras,hebreu, aramaico. E a outra era, filosofia, para as demais profissões já citadas onde era aplicado o estudo dos grandes pensadores, Aristóteles, Platão. contudo fica assim dada a primeira parte da nossa colonização defeituosa que determinou o aparecimento e o desenvolvimento tardio de nosso pais.



Ensino superior no império:

Com a fuga da grande massa elitista de Portugal para o Brasil por causa da ameaça da invasão de Junot. Um total de 36 navios carregados da hierarquia civil, religiosa e militar, membros da alta sociedade, profissionais liberais e do mundo do negócios e todo o acervo administrativo do governo desatraca rumo á Bahia.

chegou na Bahia em janeiro de 1808 os navios carregados do elementos essências de um estado soberano e logo que desembarcaram começaram as formações de medidas políticas quebrando assim todo o sistema colonial existente, tais transformações estavam orientadas pela doutrina econômica liberal que pregava respeito a liberdade de produzir e comercializar.

É bivio que com essa quebra da soberania da coroa para um estado tornar-se soberano ele precisa de clientela preparada para o que uma sociedade precisa, médicos, cirurgião, engenheiros, matemáticos, odontológos, obstetras e farmacêuticos.

Claro que não havia estrutura para ministrar as aulas e este ensino era de um ensino superior e não de uma universidade com todas as unidades necessárias para formação de tais disciplinas. As aulas eram ministradas em locais simplórios o professor utilizava de meios próprios e acessíveis, como livros, cadeiras, instrumentos cirúrgicos, o local dessa aula era em lugares improvisados, como casas, hospital, ou seja onde pudesse ser dada a aula era dada. O ensino era estatal e religioso privilegiando a leite brasileira.

Dentro do pais havia a academia militar real, que era uma academia que lecionava: desenho, pintura, escultura, arquitetura civil, engenharia, porém não era considerada uma instituição Brasileira ela era portuguesa, mas em 1810 o príncipe regente assinou um decreto que fez desta academia uma academia brasileira politécnica, tornando-se mais tarde na academia de artes. Contudo não podemos afirmar que ai sim surgiu o ensino universitário, pelo contrário o ensino superior estava se firmando, o ensino técnico estava se firmando e como sempre os aparelhos ideológicos segurando firme a rédea da sociedade implantando apenas o ensino superior e técnico.



Ensino superior na republica.

A republica tem seu período de vida de 1889-1930 neste período temos a primeira republica ou a republica oligárquica seu inicio se confunde com a influencia positivista no pais que foi iniciada por benjamim Constant em 1890-91 seu termino foi no começo da Era Vargas .

Neste período percebemos a crise da hegemonia latifundiária da época do império, os senhores do café, e a forte presença da burguesia industrial, mas não foram só esses impactos no campo econômico e político temos também o esgotamento do ciclo do ouro, movimentos armados em diversas províncias sendo todas contra o poder central: Revolta dos cabanos, Pará; Balaida, maranhão; Sabinada, Bahia.

Também tivemos a abolição da escravatura, a chegada do imigrantes europeus para o campo, a descoberta da borracha, a luta amazônica, dentre outros acontecimentos que agitaram o período da republica. Há também uma supervalorização do jeito americano de ser, banhado pelo “otimismo” do positivistas criaram leis para e educação do pais.

Criou-se um artigo que dizia o seguinte sobre o ensino: “a republica não admite privilégios filosóficos, científicos, artísticos, clínicos ou técnicos”. Com isso varias instituições privadas foram criadas para dar o ensino superior aqueles que podiam pagar.

Mas, poucas vingaram dentre tantas criticas e mudanças na legislação brasileira e pelos positivistas combativos e sistemáticos opositores da organização do ensino superior no Brasil sobre a forma de uma universidade.Para os positivistas a criação de uma universidade significava romper laços com a colonização, significa industrialização, progresso da democracia, Esta influencia foi de suma importância para o desenvolvimento escolar no Brasil.

Foi na criação do artigo 72 da constituição que temos a declaração dos direitos que trata da educação em escolas estatais, o artigo 34 dizia que é competência exclusiva do congresso nacional legislar sobre o ensino superior da capital federal, ou seja, o congresso poderia criar instituições, porém não sendo privada, outra influencia positivista que podemos observar na criação das legislações é que a republica não admitia privilégios de nascimento, foros de nobreza dentre outros na mesma linha, há também o livre exercício de qualquer profissão moral, intelectual e industrial aplicado na legislação desta época, e títulos que indicassem o grau de estudo ou seja os diplomas, eles eram tidos como algo não importante para o desenvolvimento do pais ou do individuo que exerce qualquer profissão, mas isso ia de encontro aos valores que deveriam ser dados para um Professional. Foi então decidido que o diploma seria dado a quem estivesse com preparo intelectual para conquista-lo por privilégios estatais, o que podemos ver é um grande furo neste artigo e que foi observado com vista grossa e como sempre.

A primeira universidade no Brasil que foi criada neste período foi à universidade do rio de janeiro criada em 1920 cujo gerador foi o governo federal. Em suma a universidade nada mais foi do que junção de cursos de ensino superior já existente. Que foi a escola politécnica, escola de medicina, escola de direito, tendo por base uma hierarquia onde o presidente era o reitor,e todos deveriam obedecer as normas, em seguida outra universidade tomou corpo foi a universidade de minas gerais, como a criação dessas universidades estava dando controle no pais, resolveu-se criar mais universidades nos estados do pais para poder ter obter mais controle sobre o seu “produto” fazendo com que todos seguissem um ideal filosófico obscuro.

Ensino superior na Era Vargas:

Neste período, nasce o Ministério da Educação e Saúde (1930), o Conselho Federal de Educação, o ensino secundário e o comercial. Também se organiza e criam-se universidades, em 1931 vem a promulgação do decreto nº. 19.851 que cria o Estatuto das Universidades Brasileiras, pois algumas já existiam como a Universidade do Rio de Janeiro que foi a primeira ser criada. A Universidade de São Paulo, criada em 25 de janeiro de 1934, apesar de ser uma universidade estadual, foi a primeira a se adequar ao referido decreto federal.

Neste período podemos contar com a colaboração de Francisco de Azevedo. Que foi um dos responsáveis pela reforma universitária mais radical de todas que disseminava a cultura geral e a disciplina intelectual que para o nível superior é indispensável, ele alegava em na defesa de seu ideal as seguintes diretrizes: “ a cultura é livre e desinteressada”, “ a cultura deve ser capaz de contribuir para uma sociedade”, a criação de docentes competentes se da com o estudo superior.

Com base em suas teorias nos anos 30 surge as universidades de sociologia e política e a universidade de são Paulo, as escolas normais, cujo objetivos eram de caráter social e colaborador na solução de problemas na administração publica e particular, formação de indivíduos indispensáveis para orientação do equilíbrio social.

Com o governo provisório veio à criação do ministério da educação, ensino religioso facultativo, até então obrigatório e a reforma do ensino secundário e a educação autoritária, durante o regime autoritário temos a inicio da UNE, totalmente contra o autoritarismo.

A universidade do governo centralizado de Getulio Vargas tinha preferência por concepções únicas que não estimulavam a criticidade, não admiti pluralidade, abusiva em nome da ordem social, metódica e sistemática, a universidade não tinha autonomia em suas escolhas para membros administrativos, tudo era escolhido pela união como forma de controle. Em suma o governo de Getúlio Vargas era centralizado e ditatorial, influenciado pelo nazismo e fascismo, ambíguo, o governo populista reconhece os anseios populares e cede a algumas pressões, no entanto, desenvolve uma política de massa procurando manipular e dirigir estas aspirações.O totalitarismo de direita faz a crítica ao comunismo e ao caráter individualista do liberalismo. Despreza a democracia e valoriza o papel do mais forte, da elite dirigente. A educação é o alvo privilegiado de controle e difusão da ideologia autoritária. Com essa política autoritária uma resistência foi criada a UNE e junto com ela um novo projeto educacional voltado para o ensino superior totalmente o contrário do autoritário, este projeto foi apresentado para Vargas no palácio do catete e ali ele recebeu as vozes de todos os universitários, mas não foi neste momento que conseguiram algo, só no segundo encontro nacional dos estudantes que conseguiram algo, pois apresentaram teses que para o governante eram boas, uma delas que devemos sempre lembrar é “ a liberdade de pensamento”, saindo um pouco das barbas do autoritarismo, mas sabemos que nem tudo foram flores e rosas tem espinhos mas é preciso tira-los, com muita luta, foça e vontade os estudantes conseguiram muita mudança para nossas universidades serem o que são hoje e infelizmente ainda temos perfis autoritários e individuais dentro das instituições mas ainda temos tempo para a mudança.



História da UEPA

Na década dos anos 70 ocorreu implementação do ensino superior no Estado do Pará, com a criação da escola superior de medicina do Pará .

No ano de 1983, ainda no âmbito estadual é criada faculdade de educação com o curso de pedagogia dentro outros. Em 1989, o ensino superior do estado paraense, ganha um novo status, o de instituto, ISEP (instituto superior de educação do Pará), com a implementação do curso de formação de professores para pré-escolar ( 1ª à 4ª série do ensino fundamental).

Aos poucos a instituição foi passando a desenvolver ações transformadoras, incentivando seus discentes á prática de campo, ensino, pesquisa e extensão. Além disso, há uma progressão de estrutura física. Por este motivo, em 1993, o instituto adquire o conceito de universidade.

A Universidade do Estado do Pará, pela lei Estadual n 5.747 de 18/05/1993, CGC. 34.860.833/0001-44, com sede e foro na cidade de Belém. Seu funcionamento foi autorizado por decreto do presidente da republica em 04/04/1994.

Neste sentindo, a vocação institucional da UEPA está pautada nos seguintes princípios:

I. Promover e participar da mordenização e desenvolvimento do Pará em busca de mudanças na base produtiva e de vertivalização do seu processamento.

II. Dinamizar a formação de agentes para todos os níveis de demanda desse novo ciclo de desenvolvimento, dotados de conhecimento, profissionalismo e solidariedade;

III. Constituir-se numa universidade pública, gratuita e de qualidade adequado ao processo regional, como centro de identidade estadual em pesquisa, ensino, extensão e cidadania;

IV. Promover suas ações tanto na capital como no interior implantando e expandindo cursos de graduação e pós-graduação; desenvolvendo políticas de extensão e pesquisa.

Partindo desse conjunto de princípios, a UEPA é concebida como uma instituição comprometida com o desenvolvimento social, político, econômico e cultural do estado do Pará, o que exige dar respostas às necessidades e desafios locais, na tentativa de colmatar as lacunas que existem em termos das desigualdades sócias, quer pela via da ciência, da tecnologia, da educação e da cultura, quer pela produção de caminhos próprios ou alternativos pro meio de parcerias com outras instituições regionais, nacionais e internacionais, devendo portanto:

• Ser presença em todo Estado através da expansão dos seus campi, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação capazes de atender e responder ás necessidades da região amazônica;

• Ser agente de integração regional criando ações que levem a auto sustentação e auto-gestão das mesorregiões do estado do Pará, estimulando o intercâmbio com as diversas instituições locais, regionais, nacionais e internacionais:

• Ter a pesquisa como eixo norteador das atividades de ensino e extensão.

Ao se ter como norte estes princípios, no inicio da década de 90, no interior do estado, mais precisamente, em Conceição do Araguaia, a UEPA passou a oferecer o curso de Pedagogia, constituindo o Pólo de Conceição do Araguaia, primeira experiência de interiorização do ensino superior estadual. A partir de 1993, nos municípios de Altamira, Paragominas e Marabá, além de Conceição do Araguaia, passaram a funcionar, no sistema denominado modular de ensino, os cursos mais antigos da UEPA: Enfermagem e Educação Física. Atualmente a UEPA encontra-se presente em 26 Municípios do Estado do Pará, dentre os quais 11 têm Núcleos Academias permanente, atendendo as áreas de saúde, educação e tecnologia.

A Universidade do Estado do Pará é constituída de três centros acadêmicos: Centro de Ciências Biológicas e da Saúda – CCBS: Centro de Ciências Sociais e Educação – CCSE e Centro de Ciências Naturais e Tecnologia – CCNT.

2 comentários:

  1. Belo artigo Karla, ainda mais quando termina a história das universidades falando da UEPA que foi onde me formei e tive bons momentos. Fico esperando por mais artigos teus e tomara q o blog fique conhecido na área acadêmica, seria muito útil aos universitários.

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  2. Parabéns pelo artigo, Karla, porém senti falta de referencial teórico. Sobretudo na net os artigos precisam ter o marco teórico, citando os autores, porque a história não saiu da sua cabeça. Aceite como crítica construtiva.

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